Um coração aberto para agradar a Deus: Dom do Temor

Para entendermos um pouco dessa graça derramada sobre nós por meio do Espírito Santo, coloco os ensinamentos do Santo Padre, Papa Francisco, em sua catequese do dia 11 de junho de 2014: “O temor de Deus abre nosso coração, nos faz tomar consciência de que tudo vem da graça e que a nossa verdadeira força está unicamente em seguir o Senhor Jesus e deixar que o Pai derrame sobre nós a Sua bondade e a Sua misericórdia”.

O dom do temor de Deus se prende à virtude da humildade, que permite conhecer e também tocar em nossas misérias. Impede a presunção e a vanglória, e assim nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus. A partir daí brota o santo temor do Senhor. 


Em uma de suas aulas o professor Felipe Aquino explica que para aprender o significado deste dom, precisamos entender os tipos de temor que existem: a) o temor covarde ou da covardia; b) o temor servil ou do castigo, do escravo que teme o chicote; e c) o temor filial. “O amor do filho para com o Pai consiste na repugnância que o cristão experimenta diante da perspectiva de poder se afastar de Deus. Não se concebe o amor sem esse tipo de temor”.


O mesmo dom também está ligado à virtude da temperança; essa assossega o pecado original e os impulsos desordenados do coração, as paixões da alma; com ela converge o temor de Deus, que modera os apetites que poderiam ofender o Pai.


Santa Teresa em seu livro “Caminho de perfeição”, diz que, em face de tantas tentações e provas que temos de padecer, o Senhor nos concede dois remédios: amor e temor. “O amor nos fará apressar o passo; o temor nos fará olhar bem onde pomos os pés para não cair”.


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