Um coração aberto para agradar a Deus: Dom do Temor
O dom do temor de Deus se prende à virtude da humildade, que permite conhecer e também tocar em nossas misérias. Impede a presunção e a vanglória, e assim nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus. A partir daí brota o santo temor do Senhor.
Em uma de suas aulas o professor Felipe Aquino explica que para aprender o significado deste dom, precisamos entender os tipos de temor que existem: a) o temor covarde ou da covardia; b) o temor servil ou do castigo, do escravo que teme o chicote; e c) o temor filial. “O amor do filho para com o Pai consiste na repugnância que o cristão experimenta diante da perspectiva de poder se afastar de Deus. Não se concebe o amor sem esse tipo de temor”.
O mesmo dom também está ligado à virtude da temperança; essa assossega o pecado original e os impulsos desordenados do coração, as paixões da alma; com ela converge o temor de Deus, que modera os apetites que poderiam ofender o Pai.
Santa Teresa em seu livro “Caminho de perfeição”, diz que, em face de tantas tentações e provas que temos de padecer, o Senhor nos concede dois remédios: amor e temor. “O amor nos fará apressar o passo; o temor nos fará olhar bem onde pomos os pés para não cair”.

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